Programação

A terceira edição do Simpósio Brasileiro de Babywearing será 100% online, e teremos palestras, mesas-redondas e workshops para falar de conexão, vínculo e parentalidade. Confira abaixo os temas!

O Papel do Pai e o Babywearing (Wellington Camargo Filho)

Estamos sempre acostumados com a imagem da criança gritando “mãe, mãe, mãe” indefinidamente, enquanto o pai calmamente acompanha o noticiário ou se ocupa com alguma outra coisa. Nesta palestra, vamos abordar uma real experiência de paternidade presente e consciente, e o papel do babywearing na criação de vínculo do pai com o bebê desde as primeiras horas de vida.

Mesa redonda “Como integrar o babywearing ao sistema de saúde” (Arie Brentnall, Wendy Haisma, Karin Brügemann e Rosie Knowles)

Como conectar educadores de babywearing, profissionais de saúde e as famílias? Como trazer os benefícios do carregar para o sistema de saúde? Vamos conhecer as experiências vividas no Canadá, na Holanda e no Reino Unido.

Workshop de comunicação empática em assessorias de babywearing (Elena de Regoyos)

Uma coisa é saber que “como assessora eu não devo julgar” e outra, muito diferente, é encontrar as palavras corretas na hora da prática. Saber a resposta correta para cada caso é muito mais fácil do que saber se comunicar com eficiência e empatia. A agilidade na hora de comunicar empaticamente precisa de uma base teórica – bem como de muito treino, todos os dias. Vamos botar a mão na massa, trabalhar com exemplos reais, avaliar a nossa forma de comunicação, abordar desafios específicos do babywearing e terminar o workshop com ferramentas reais para aplicar nas assessorias.

Conexão, vínculo, parentalidade e o carregar como ferramenta terapêutica (Mercedes Granda)

Seja no pai, na mãe ou em um filho, qualquer condição de discapacidade acarreta várias questões. Sem dúvidas o babywearing é uma potente ferramenta na criação do vínculo parental – mas de que maneira ela vira, de fato, terapêutica? Através do contato e do ato de carregar acontecem muitas mais coisas das que podemos imaginar, e os pormenores podem auxiliar no desenvolvimento familiar. O babywearing vira mais uma ferramenta na estimulação, potencializando ao mesmo tempo as capacidades físicas e psicológicas tanto da criança quanto dos adultos.

Babywearing: uma ferramenta para promover apegos seguros (Lela Williams)

Pesquisas sugerem que o contato pele a pele prevê apego seguro; mas contato pele a pele é diferente de dar colo, carregar o bebê ou praticar babywearing. Será que os benefícios são similares? Vamos discutir um estudo no qual mães foram designadas para a prática do babywearing entre 2 a 4 semanas pós-parto, 1 hora por dia. Os bebês do grupo com a intervenção foram mais propensos a ter apegos seguros aos 7 meses de idade e menos propensos a ter apegos desorganizados, em comparação com o grupo de controle. Na palestra, vamos analisar os pormenores do estudo, bem como ter acesso a recomendações para que o babywearing seja usado como uma ferramenta para promover apegos seguros, principalmente para mães e bebês em maior risco.

A maternidade preta e o carregar (Rosyane Silva)

Vamos conversar sobre o impacto do racismo estrutural no processo de uma mãe preta na diáspora e refletir sobre a invisibilidade dessas mães nos espaços de babywearing. Como isso reflete na informação e no acesso ao carregar? O babywearing é ancestral e ainda comum no continente africano e entre indígenas. Como seria possível um carregar inclusivo e diverso?